sexta-feira, 17 de julho de 2015

Queimaduras




As queimaduras são lesões causadas no organismo por algum tipo de agente físico e podem ser classificadas em três tipos, sendo eles: térmica, elétrica e química.
Queimaduras térmicas são as que ocorrem em decorrência do contato do corpo com alguma fonte de calor e são as mais comuns. Queimaduras elétricas são aquelas geradas por algum tipo de descarga elétrica recebida pelo corpo, e as queimaduras químicas são aquelas que ocorrem quando o corpo é submetido ao contato com substâncias cáusticas como, por exemplo, ácidos e produtos químicos corrosivos.
As queimaduras recebem uma classificação também quanto ao grau de profundidade do dano causado à pele lesada, que podem ser:

- Queimadura de primeiro grau: é aquela que atinge a camada superficial da pele, causando uma vermelhidão e uma ardência no local. Normalmente, são causadas por exposição prolongada ao sol, ou contato rápido com alguma chama, ou objeto aquecido.

- Queimadura de segundo grau: caracteriza-se por afetar uma região secundária da pele, entre a derme (superfície exterior da pele) e a epiderme (camada interior da pele), e nota-se o aparecimento de uma ou mais bolhas na área afetada. As bolhas são o resultado de uma espécie de deslocamento da camada entre a derme e a epiderme causada pela mudança drástica de temperatura na região.

- Queimadura de terceiro grau: As queimaduras de terceiro grau caracterizam-se por atingir uma área profunda da pele, podendo incluir até o tecido ósseo, e costuma apresentar uma necrose no local afetado. É o tipo de queimadura mais profundo e mais grave.

O que fazer nos casos de queimadura?

Em queimaduras de 1º grau 
  • Deve-se procurar resfriar bem a localidade da queimadura com soro fisiológico ou água fria em abundância, até que a dor amenize;
  • Administrar o uso de pomadas contra queimadura, se for o caso.

Em queimaduras de 2º grau 
  • Resfrie a área afetada com soro fisiológico ou água fria corrente em abundância;
  • Deve-se lavar a área cuidadosamente, sem esfregar, com sabão neutro, ou um antiséptico, que não seja álcool;
  • Não se deve “estourar” as bolhas que se formam, e nem retirar a pele das que já estiverem rebentadas, deve-se colocar uma gaze úmida após ter resfriado o local e a dor haver diminuído;
  • O curativo sobre a lesão deve permanecer durante 48 horas e, somente depois desse tempo, recomenda-se expor a pele ao ar livre, para evitar infecções.


Em queimaduras de 3º grau 
  • Resfriar a região com soro fisiológico ou água fria corrente até que a dor amenize;
  • Lavar cuidadosamente sem esfregar, com sabão neutro ou antiséptico que não seja álcool;
  • Se a área afetada for extensa, deve-se envolver a vítima num lençol limpo e molhado com soro fisiológico, ou com água fria;
  • Nesses casos, por se tratar de queimaduras mais graves, a vítima deve ter um atendimento médico o quanto antes leva-a a um hospital próximo.


ATENÇÃO!

Em hipótese alguma nos casos de queimaduras deve-se:
  • Retirar qualquer pedaço de roupa ou tecido que porventura ficarem agarrados à pele da vítima;
  • Estourar as bolhas que se formaram, nem retirar a pele das que já estouraram;
  • Aplicar gelo sobre as queimaduras, pois ele também causa queimaduras;
  • Aplicar receitas caseiras como: manteiga, creme dental, entre outros.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O que é perfusão capilar


A partir do coração, o sangue passa por artérias e vasos de diâmetros cada vez menores se espalhando pelo corpo. Eventualmente, passa pelos menores vasos, chamados de capilares, para perfundir os tecidos constitutivos de todos os sistemas e órgãos. Dependendo de onde ocorre e de quanto tempo leva, um defeito na perfusão pode causar danos as células, prejudicar um órgão e até mesmo matar uma pessoa.

Teste de re-enchimento capilar ou sinal da unha branca é uma manobra muito simples destinada a avaliar a velocidade de enchimento do leito capilar superficial após compressão/descompressão da polpa de um dedo. Fornece rapidamente uma idéia do volume sanguíneo circulante e permite avaliar o estado de hidratação do paciente. É útil em qualquer idade, mas é, sobretudo usado no lactente e nas crianças muito jovens. Consiste em comprimir a polpa do dedo contra a unha até esta ficar branca e libertar a pressão. A recoloração do leito ungueal faz-se normalmente em cerca de 2 segundos. No lactente esta manobra pode ser feita comprimindo a pele contra o esterno. A recoloração surge habitualmente uns 3 segundos depois

PERFUSÃO                 MOTIVADOR DE ALTERAÇÕES
Retorna-se em até 2 segundos                             Normal
Retorna-se após 2 segundos                       Hemorragia intensa
Se não retorna                                               Choque - PCR

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Por quê AVE e não AVC?

É importante esclarecer que a sigla AVE (acidente vascular encefálico) ainda está sendo popularizada nos meios de comunicação, ainda é grande o uso da sigla AVC (acidente vascular cerebral).
  
Por que AVE e não AVC?

 AVE (acidente vascular encefálico) é um termo mais geral. AVC (acidente vascular cerebral) significa que a lesão encontra-se no cérebro.

Para perceber isso, é preciso perceber primeiro que o encéfalo é composto por:

-Cérebro e os seus dois hemisférios
-O diencéfalo (tálamo, hipotálamo)
-O tronco cerebral (mesencéfalo, ponte e bulbo)
-O cerebelo

Todas essas áreas podem sofrer acidente vascular, não só o cérebro. Dai, o termo mais correto seria AVE e não AVC, a não ser que haja certeza que a lesão esta localizada no cérebro, ai pode se dizer AVC.

Sintomas
  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo
  • Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo
  • Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos
  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem
  • Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente
  • Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.


Tratamento

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as conseqüências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.
Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.
A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular. Um dos fatores determinantes para os tipos de conseqüências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital.
Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.

Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC. 

sábado, 11 de julho de 2015

Como fazer a manobra de Heimlich em bebês

A manobra de Heimlich é um procedimento de socorro de emergência que se resume a compressões abdominais e que pode salvar vidas em questões de segundos.
Um dos maiores medos das mamães de primeira viagem (e até das experientes) é o que fazer com o bebê em caso de engasgo. Vemos muitos casos por aí de criança engasgando com vômito, com leite, com o ar, e que praticamente todo mundo acaba passando por isso. Há também os casos com crianças maiores (até 3 anos) quando o engasgo ocorre por algum corpo estranho (pedaço de comida maior, moeda, brinco etc).
A manobra de Heimlich é um conhecimento a mais para a família agir enquanto espera atendimento de emergência ou chega a um hospital. É recomendado que a pessoa ligue para algum serviço de emergência (192 ou 193) caso a vítima perca a consciência.
Se a criança estiver tentando vomitar ou tossir, é sinal que a obstrução é parcial e você deve deixar que ela tussa ou vomite para que haja a desobstrução. Mas se a criança começa a ficar vermelha, sem conseguir chorar ou tossir, é sinal que a obstrução das vias aéreas é maior e necessita de ajuda imediata.
Antes de fazer a manobra verifique se o objeto obstrutor não está ainda na boca/garganta para que consiga remover com as mãos. Mas não coloque as mãos antes de verificar.

No caso do engasgo em bebê, ele estando consciente, o procedimento é:
Com o bebê de bruços deixando o rosto mais baixo que o corpo, fazer 5 compressões (apertos ou palmadas) entre as escápulas (meio das costas). Virar o bebê de barriga para cima e fazer 5 compressões com os dois dedos(indicador e o maior) no meio do peito (esterno), na altura dos mamilos. Nesse meio tempo verifique sempre se o tal corpo estranho retornou à garganta e caso isso ocorra, tente retirar com cuidado. Caso não retorne, vá repetindo a operação até o atendimento médico.


Caso o bebê esteja inconsciente:
Deitar o bebê de costas liberando as vias aéreas e verifique se ele respira. Se não respirar, tente o procedimento boca-a-boca 2 vezes. Se não visualizar movimento torácico respiratório, repetir as 2 técnicas anteriores (liberação das vias e boca-a-boca).

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Hemorragias


É tido como hemorragia todo derramamento de sangue do organismo humano para fora dos vasos sanguíneos. O sangue tem uma função vital e fundamental no organismo, além de transportar os nutrientes e o oxigênio para as células. Também leva o gás carbônico e outros resíduos e substâncias para os órgãos excretores do corpo.
O sangue tem funções nutritivas, excretoras e imunológicas essenciais ao nosso organismo, o que leva a concluir que a perda de tal elemento em nosso corpo é extremamente prejudicial e, dependendo da quantidade e do caso, mortal.
Uma hemorragia com muita perda de sangue não devidamente tratada pode levar a vítima a um estado de choque e, posteriormente, a óbito. Já em casos de hemorragias de menor proporção, pode trazer um quadro de anemia (falta de nutrientes, e baixa quantidade de glóbulos vermelhos no sangue).
Hemorragia externa: É o tipo de sangramento exterior ao corpo, ou seja, que é facilmente visível. Pode ocorrer em camadas superficiais da pele por corte ou perfurações, ou mesmo atingindo áreas mais profundas através de aberturas ou orifícios gerados por traumas. Pode ser contida, utilizando técnicas de primeiros socorros.
Hemorragia interna: A hemorragia interna se dá nas camadas mais profundas do organismo com músculos ou mesmo órgãos internos. Ela pode ser oculta ou exteriorizar-se através de algum hematoma (mancha arroxeada) na região da hemorragia. A hemorragia interna costuma ser mais grave pelo fato de na maioria dos casos ser “invisível”, o que dificulta sabermos a dimensão e a extensão das lesões.
As hemorragias ainda têm outro tipo de classificação que se dá quanto ao tipo de vaso sanguíneo rompido. Podem ser:
Hemorragia Arterial: quando uma artéria é rompida ou cortada e o sangramento ocorre em jatos intermitentes, na mesma pulsação das palpitações cardíacas. O sangue nesse tipo de hemorragia apresenta uma coloração vermelha clara e brilhante. Costuma ser mais grave por ter uma perda mais rápida de sangue.
Hemorragia Venosa: É o sangramento que se dá em decorrência do rompimento ou corte de uma veia, e tem uma coloração vermelha escura, típica de um sangue rico em gás carbônico, tem um fluxo contínuo e mais lento que o da hemorragia arterial.
Hemorragia Capilar: É um sangramento lento e com menos volume de sangue, que ocorre nos vasos capilares (encontrados na extremidade interna da pele) e é observado em arranhões e pequenos cortes superficiais.
Abaixo, um comparativo da quantidade de sangue perdida em uma hemorragia e as conseqüências e/ou sinais observados em cada estágio.
Quando se perde de 15 a 30% do sangue no organismo:
Um estado de ansiedade;
Observa-se o pulso fraco;
Sede excessiva;
Suor excessivo;
Taquicardia (batimentos muito acelerados do coração);
Respiração rápida. Quando se perde de 30 a 50% do sangue no organismo:
Taquicardia;
Semiconsciência;
Estado de choque.
Quando se perde mais de 50% do sangue do organismo:
- Dificilmente a pessoa que perde essa quantidade de sangue sobrevive sem uma imediata intervenção laboratorial (transfusão de sangue) realizada por um médico profissional.
O que fazer em casos de hemorragia?
* É necessário manter e transmitir a calma diante da situação, passando à vítima confiança;
*Deite a pessoa em posição horizontal, pois facilita a circulação sanguínea entre o coração e o cérebro;
* Aplique sobre o corte, perfuração ou ferimento, uma compressa com gaze, ou um pano limpo (se possível antes, use luvas descartáveis, a fim de evitar possíveis contaminações), fazendo uma pressão firme sobre o local com uma ou com as duas mãos, ou mesmo com um dedo, ou ainda uma ligadura, dependendo do tamanho e do local do ferimento;
* Se o pano ou gaze ficar encharcado com sangue, este não deve ser trocado, mas mantido no lugar e colocado outro por cima, para não interromper o processo de coagulação do sangue que está sendo contido;
* Continuar a compressão até que a hemorragia estanque (no mínimo 10 min.);
* Em seguida, faça uma ligadura compressiva (que é um curativo bem preso e com certa pressão sobre a região afetada) no local da hemorragia.
* Durante todo esse processo, deve-se manter a vítima calma e acordada, não dar nada para comer ou para beber e mantê-la aquecida.
* No caso de hemorragias nos membros com muita abundância de sangue, a qual não se pôde conter após ter aplicado as técnicas acima mencionadas, pode ser que seja necessário o uso de um torniquete, que consiste em colocar um pano ou um esfigmomanômetro (pop. “liga de soro”) logo acima do ferimento, de maneira a interromper quase que integralmente a circulação sanguínea naquele local para estancar a hemorragia. Visto que é uma técnica muito arriscada, o torniquete é recomendável somente em última hipótese. Nos casos de hemorragias muito constantes deve-se transportar a vítima imediatamente a uma unidade de saúde mais próxima.
* Em hemorragias nasais (sangramentos no nariz), deve-se elevar a cabeça da vítima com o tronco inclinado para frente, para que ela não acabe engolindo sangue;
* Comprimir a(s) narina(s) que sangra(m) com os dedos;
* Aplicar gelo ou compressas frias;
* Não assoar;
* Caso o sangramento não cesse, deve-se colocar um tampão, de algodão ou gase, de maneira a preencher bem a cavidade nasal.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Qual a diferença?

Qual a diferença entre atendimento de urgência, emergência e ambulatorial?



- Define-se por urgência a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata.
- Define-se por emergência a constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de morte ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato.
- Atendimento ambulatorial é o serviço médico que deve prestar o primeiro atendimento à maioria das ocorrências médicas, tendo caráter resolutivo para os casos de menor gravidade e encaminhando os casos mais graves para um serviço de urgência e emergência ou para internamento hospitalar, para cirurgia eletiva ou para atendimento pelo médico especialista indicado para cada paciente.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Acidente no Bairro Escalvado

Ontem por volta das 22:00 horas ouve uma colisão frontal entre dois veículos, a condutora P.P.M  (27) do veiculo Audi, placa MDF 1907 Joinville, e o condutor A.E.L. (42) do veiculo Ford, placa MDW 2225 Barra Velha, saíram ilesos.
local do acidente Rua Evilácio Justino Ramos - Bairro Escalvado - Barra Velha (próximo ao CTG Esteio da Tradição).

Apenas danos materiais

Estiveram presentes no local Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João do Itaperiú, Bombeiros de São João e Bombeiro Militar de Barra Velha.


Fonte: Foto Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João do Itaperiú

Fonte: Foto Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João do Itaperiú